TRAVESSIA
Caminhemos!
Caminhemos!
A estrada é longa e precisamos chegar ao final dela
Encontraremos muitas flores no caminho
E alguns espinhos tentarão atrapalhar nossa chegada
A vida, amigos, é plena de beleza para quem sabe vivê-la
E árdua para quem só vê tristeza
Então, que venham os momentos felizes
Transporemos as barreiras
Atravessaremos as pontes
Encontraremos o campo cheio de flores
Cantaremos,
Dançaremos,
Viveremos!
INDECISÃO
Um fio de luz entra pela fresta da cortina entreaberta
Então me lembro que é hora de me levantar
Abro-a janela e vejo o sol brilhar
Os pássaros no céu em revoada
Fazendo algazarras no azul anil
As pessoas na rua caminhando apressadas
Para sua rotina matinal
O dia iniciou!
E eu?
Levanto-me? Ou volto
a me deitar?
Devo prosseguir?
Ou dar o grito que ficou sem dar?
Calo-me e mais um dia começo
Como todos os outros
Sem me conformar
E uma luta interna recomeça
Quando será que isso vai mudar?
CERTEZA
CERTEZA
Não quero o barulho das multidões nas ruas
Nem tampouco o silêncio das madrugadas
Porque às vezes sou ternura
Outras vezes, um vulcão em erupção
Às vezes sou sorriso
Colo, abraço
Outras vezes sou tristeza, solidão
Sou aprendiz da vida, com urgência,
Porque a vida é breve, é fugaz,
E eu só quero mesmo dessa vida
A medida certa
para ser feliz.
VIVER
Coisas que eu gostava de fazer:
Caminhar na chuva,
Dar gargalhadas de qualquer bobagem,
Perdendo quase a respiração,
Tomar sorvete de casquinha,
Ter muitos e grandes amigos.
Dançar até o final do baile
E sair só quando terminasse a última canção,
Depois, comer pastel na feira,
Voltar pra casa já amanhecendo.
As coisas simples são as mais felizes!
Fazia tudo o que queria fazer,
E era exatamente o que eu queria ser.
Vivia com simplicidade
Aproveitando o melhor de tudo
E tudo na medida certa
Porque ser feliz dependia só de mim.
FELICIDADE DE GIZ
Ninguém precisa ser feliz o tempo todo
Nem fingir que é o melhor a todo instante
Pois na vida encontramos obstáculos
Que faz com que sejamos inconstantes
Os obstáculos, podemos contorná-los
Ignorá-los e seguir em frente,
Ou esbarrarmos neles e fingir que não os vimos.
Pra muita gente a vida é um grande palco
Porque vive nesse mundo a representar
Finge que é feliz
Que tudo está certo quando vive em turbilhões dentro de si
Essa felicidade, amiga, é falsa
É como o giz que ao escrevermos esfarela
E sobra o pó ao final de cada escrita.
Assim também o fingimento acaba
No momento em que a plateia vai embora
E a sós, consigo mesma,
Precisa encarar a realidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário