A vida não é a que a gente viveu, e sim a que
a gente recorda, e como recorda para contá-la.
Gabriel García Márques

terça-feira, 20 de maio de 2014

POEMAS (por Marta Soto)



                        TRAVESSIA

Caminhemos!

A estrada é longa e precisamos chegar ao final dela

Encontraremos muitas flores no caminho

E alguns espinhos tentarão atrapalhar nossa chegada

A vida, amigos, é plena de beleza para quem sabe vivê-la

E árdua para quem só vê tristeza

Então, que venham os momentos felizes

Transporemos as barreiras

Atravessaremos as pontes

Encontraremos o campo cheio de flores

Cantaremos,

Dançaremos,

Viveremos!





INDECISÃO 
            

Um fio de luz entra pela fresta da cortina entreaberta

Então me lembro que é hora de me levantar

Abro-a janela e vejo o sol brilhar

Os pássaros no céu em revoada

Fazendo algazarras no azul anil

As pessoas na rua caminhando apressadas

Para sua rotina matinal

O dia iniciou!

E eu?

Levanto-me?  Ou volto a me deitar?

Devo prosseguir?

Ou dar o grito que ficou sem dar?

Calo-me e mais um dia começo

Como todos os outros

Sem me conformar

E uma luta interna recomeça

Quando será que isso vai mudar?




                               CERTEZA

Não quero o barulho das multidões nas ruas
Nem tampouco o silêncio das madrugadas
Porque às vezes sou ternura
Outras vezes, um vulcão em erupção
Às vezes sou sorriso
Colo, abraço
Outras vezes sou tristeza, solidão
Sou aprendiz da vida, com urgência,
Porque a vida é breve, é fugaz,
E eu só quero mesmo dessa vida
 A medida certa para ser feliz.




VIVER

Coisas que eu gostava de fazer:

Caminhar na chuva,

Dar gargalhadas de qualquer bobagem,

Perdendo quase a respiração,

Tomar sorvete de casquinha,

Ter muitos e grandes amigos.

Dançar até o final do baile

E sair só quando terminasse a última canção,

Depois, comer pastel na feira,

Voltar pra casa já amanhecendo.

As coisas simples são as mais felizes!

Fazia tudo o que queria fazer,

E era exatamente o que eu queria ser.

Vivia com simplicidade

Aproveitando o melhor de tudo

E tudo na medida certa

Porque ser feliz dependia só de mim.





FELICIDADE DE GIZ

Ninguém precisa ser feliz o tempo todo
Nem fingir que é o melhor a todo instante
Pois na vida encontramos obstáculos
Que faz  com que sejamos inconstantes
Os obstáculos, podemos contorná-los
 Ignorá-los e seguir em frente,
Ou esbarrarmos neles e fingir que não os vimos.
Pra muita gente a vida é um grande palco
Porque vive nesse mundo  a representar
Finge que é feliz
Que tudo está certo quando vive em turbilhões dentro de si
Essa felicidade, amiga, é falsa
É como o giz que ao escrevermos esfarela
E sobra o pó ao final de cada escrita.
Assim também o fingimento acaba
No momento em  que a plateia vai embora
E a sós, consigo mesma,
Precisa encarar a realidade.

 
 

 
 


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