José era um garoto doce que vivia a
brincar com os animais. Sempre que saia para a rua voltava para casa com um
cachorro a tiracolo. Esse costume valeu-lhe o apelido de Zé cachorro.
Seu sonho era ter uma bicicleta, assim ele começou a trabalhar muito cedo com seu padrinho e nosso tio José, de quem ele herdou o nome. Ele sempre se orgulhou de ter recebido o mesmo nome do tio com o final acrescido da palavra "Sobrinho" e sempre que alguém lhe perguntava o nome ele rapidamente dizia que era "José Tomé de Lima Sobrinho", com aquele típico sotaque nordestino carregado enfatizando sempre a letra ó, como somente ele podia dizer. Assim que ganhou seu primeiro dinheiro comprou uma bicicleta usada para poder ir ao trabalho e fazer seus passeios quando podia.
Fazia pequenos serviços na construção civil e começou a aprender o ofício que o sustentaria para sempre. Ele era o segundo filho dos sete que restaram.
Seu sonho era ter uma bicicleta, assim ele começou a trabalhar muito cedo com seu padrinho e nosso tio José, de quem ele herdou o nome. Ele sempre se orgulhou de ter recebido o mesmo nome do tio com o final acrescido da palavra "Sobrinho" e sempre que alguém lhe perguntava o nome ele rapidamente dizia que era "José Tomé de Lima Sobrinho", com aquele típico sotaque nordestino carregado enfatizando sempre a letra ó, como somente ele podia dizer. Assim que ganhou seu primeiro dinheiro comprou uma bicicleta usada para poder ir ao trabalho e fazer seus passeios quando podia.
Fazia pequenos serviços na construção civil e começou a aprender o ofício que o sustentaria para sempre. Ele era o segundo filho dos sete que restaram.
Como a família era numerosa e o dinheiro
era pouco para sustentar tantas bocas, todo alimento era muito bem dividido para que
todas as crianças pudessem se alimentar por igual. Neste item José não
concordava e achava sempre que o seu quinhão era menor. Chorava, reclamava e se
lamentava que só. Todos já conheciam aquelas lamúrias, mas ninguém fazia caso.
Todo dia passava o padeiro com seu carrinho de alumínio atrelado ao seu cavalo cheio de pães, buzinando e avisando a toda a vizinhança que o pão
estava chegando. Era uma festa quando ele chegava. Mamãe saia
no quintal e acenava para ele, que parava prontamente. Descia da carroça e abria
o local onde acomodava os pães. Pão sovado, baguete, pão doce, broa de milho e
todos os tipos de pães que se podia imaginar. O cheiro entrava pelas nossas
narinas e a vontade de comer aquelas delícias crescia. Como o dinheiro era
curto dava somente para comprar um baguete que seria compartilhado por todos. Então ela fazia o café, e dividia meticulosamente o pão para cada um dos filhos. Os
nossos olhos brilhavam e comíamos até os farelos que caiam na toalha. Não
desperdiçávamos nenhuma casquinha que fosse de tanto que nós gostávamos.
Certo dia, mamãe repartiu o pão e
distribuiu um pedaço para cada um dos filhos. José ficou com o bico.
Comeu reclamando, choramingando e dizendo que o dela havia sido menor do que os
outros. Ela o deixou comer e quando terminou o mandou buscar mais na vendinha do Osório. Ele foi, mas sem saber que todos os pães seriam somente para ele. Quando
chegou, mamãe mandou que ele se sentasse e começasse a comer. Ele ficou feliz e
assim foi comendo, comendo e quando já estava farto disse à ela que não
queria mais. Foi então que ele ouviu surpreso que teria que comer todos. Ele
continuou a comer, mas já sem o entusiasmo inicial. Já empanturrado, dizia que
não queria mais, porém mamãe, com a cinta na mão disse-lhe que comesse senão
apanharia. Assim, comeu todos os pães e esta foi uma lição que ele nunca mais
se esqueceu. Daí em diante, todas as vezes que o pão era dividido ele comia
seu pedaço sem questionar, pois tinha aprendido a duras penas.
Hoje sempre que nos reunimos, contamos algumas das travessuras de infância e esta é uma das histórias que nunca deixamos de relembrar e rir as largas.
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