Enfim, chegando a “melhor idade”
Melhor idade?
Quase fechando a porta dos cinqüenta
E passando a chave
para não mais abrir.
O tempo voou rápido e assustadoramente
E cá estou eu com quase sessenta.
O pensamento que se assoma com frequência
E a pergunta que não quer calar: daqui para frente, como
será?
Olho no espelho e vejo as marcas do tempo no rosto e por
todo o corpo
Junto com elas, o esquecimento,
a perda da energia, o
medo do que virá
E mais ainda com a certeza de que a vida é fugaz;
Mas de uma coisa tenho consciência
Mesmo não aparecendo nas miradas no espelho,
Aquela menina sonhadora ainda está aqui dentro
Teimando ainda sonhar.
O tempo é atroz e implacável
Tempo, tempo, passageiro e rápido
Senhor de todos os destinos
Inexorável está a me espreitar
Agora entendo a efemeridade das coisas
Mas agradeço a Deus pela graça de ter chegado até aqui,
E se merecer, que eu ainda tenha mais alguns anos nesse
plano.
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